O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG) manifesta seu veemente repúdio às falas da Coordenadora Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação (SMED), proferidas durante a formação das professoras e professores de Matemática, realizada no turno da tarde do dia 18 de junho de 2026. As manifestações relatadas extrapolam os limites do debate pedagógico e representam um grave desrespeito às trabalhadoras e aos trabalhadores em educação, comprometendo o ambiente democrático que deve orientar os espaços de formação continuada e a relação institucional entre a Secretaria Municipal de Educação e os docentes da rede municipal.
Conforme relatos encaminhados ao SPMG por professoras e professores presentes, durante o momento destinado ao diálogo com os participantes, uma docente questionou qual seria a avaliação da Coordenadora Pedagógica sobre os baixos índices educacionais do município. Em resposta ao questionamento, a Coordenadora Pedagógica afirmou que “não falaria o que realmente pensa para não perder seu réu primário”. Na sequência, declarou que os resultados da educação estariam nessa situação porque muitos professores ministravam aulas “como se estivessem fazendo um bico”, e não com o comprometimento que a profissão exige. Ao encerrar sua manifestação, dirigiu-se aos docentes com a expressão “vocês são excelentes professores”, em aparente tom de ironia.
Segundo os relatos recebidos pelo SPMG, tais manifestações foram percebidas pelos participantes como ofensivas, constrangedoras e incompatíveis com um ambiente institucional de formação continuada. Diversos servidores relataram terem se sentido desrespeitados, desvalorizados e moralmente atingidos diante da forma como as trabalhadoras e os trabalhadores em educação foram tratados, sentimento também compartilhado por inúmeras professoras e professores da rede municipal.
É inadmissível que uma Coordenadora Pedagógica, representando oficialmente a Secretaria Municipal de Educação, utilize ironias, generalizações ou manifestações depreciativas para se dirigir às trabalhadoras e aos trabalhadores em educação durante um espaço institucional de formação. Espera-se que aqueles que exercem funções de liderança pedagógica atuem como mediadores do diálogo, promovendo a escuta qualificada, o respeito às diferentes opiniões, a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação e a construção coletiva do conhecimento.
Especialmente preocupante é a afirmação de que professoras e professores estariam exercendo a docência “como se estivessem fazendo um bico”. Tal manifestação desqualifica o trabalho de uma categoria que, diariamente, assegura o direito à educação pública com responsabilidade, competência e compromisso. Em um cenário marcado pela sobrecarga de atribuições, pela insuficiência de recursos, pela ampliação constante das demandas educacionais e pela histórica desvalorização do magistério, esses profissionais seguem comprometidos com a aprendizagem, a inclusão e a formação integral dos estudantes, superando diariamente desafios que extrapolam suas atribuições e suas possibilidades de atuação. Muitas vezes, desempenham suas funções sem o suporte pedagógico, estrutural, técnico e intersetorial necessário para atender à complexidade das demandas apresentadas pelas escolas e pelas comunidades em que atuam.
Cabe destacar que a imensa maioria das professoras e dos professoras mantém um compromisso permanente com sua formação profissional. São trabalhadoras e trabalhadores em educação que estudam continuamente, participam de cursos de aperfeiçoamento, especializações, pesquisas e formações continuadas para responder às novas demandas educacionais, sociais e tecnológicas que surgem a cada ano. Esse esforço permanente evidencia o compromisso da categoria com a qualidade da educação pública e desmente qualquer narrativa que coloque em dúvida sua dedicação e responsabilidade profissional.
Da mesma forma, atribuir os baixos indicadores educacionais exclusivamente aos professores e professoras representa uma análise reducionista. A qualidade da educação é resultado de um conjunto de políticas públicas articuladas que envolvem, além da escola, áreas como saúde, assistência social, cultura, segurança alimentar, inclusão, proteção social e valorização profissional. As condições de aprendizagem são construídas antes, durante e para além do espaço escolar, dependendo da atuação articulada do Estado, das famílias e da sociedade. Desconsiderar essa complexidade significa ignorar a realidade enfrentada diariamente pelas escolas e pelas trabalhadoras e trabalhadores em educação, responsabilizando injustamente aqueles que, mesmo diante das adversidades, permanecem comprometidos com a garantia do direito à educação pública de qualidade.
A postura relatada é incompatível com a função exercida por quem representa a Secretaria Municipal de Educação em espaços de formação continuada. Espera-se que esses momentos sejam pautados pelo diálogo, pela escuta qualificada, pelo respeito às diferentes opiniões e pela valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação. Manifestações que desqualificam ou constrangem os profissionais fragilizam a relação de confiança entre a Secretaria Municipal de Educação e a categoria, comprometem o ambiente formativo e desvirtuam a finalidade desses espaços, que devem promover a reflexão crítica, a construção coletiva do conhecimento e o fortalecimento das práticas pedagógicas.
Diante da gravidade dos fatos relatados, o SPMG informa que protocolou ofício junto ao Prefeito Municipal requerendo a imediata apuração dos fatos e a adoção das medidas administrativas cabíveis. O SPMG espera que a Administração Municipal responda à altura da responsabilidade que lhe compete, assegurando uma apuração séria, célere e transparente, bem como a adoção das providências que o caso requer. O Sindicato acompanhará rigorosamente o andamento deste caso para que nenhuma conduta incompatível com o respeito às trabalhadoras e aos trabalhadores em educação permaneça sem a devida resposta institucional.
O SPMG reafirma seu compromisso inegociável com a defesa da honra, da dignidade, da valorização e das condições de trabalho das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação da rede pública municipal. Permaneceremos vigilantes e adotaremos todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para assegurar o respeito aos direitos da categoria e a preservação de um ambiente de trabalho pautado na ética, na urbanidade, no diálogo e no respeito mútuo. Fiel à sua história de defesa da categoria, o SPMG permanecerá firme no enfrentamento de toda forma de autoritarismo, de assédio moral e de práticas que intimidem, constranjam ou busquem silenciar os trabalhadores e trabalhadoras em educação. A defesa da democracia, do diálogo institucional, da liberdade de expressão, da pluralidade de ideias e do respeito às diferentes visões e opiniões constitui um compromisso permanente desta entidade sindical, que não admitirá retrocessos na garantia de um ambiente de trabalho pautado pelo respeito, pela valorização profissional e pelos direitos da categoria.
Respeitar as trabalhadoras e os trabalhadores em educação é respeitar a educação pública. Não haverá uma escola pública democrática, inclusiva e socialmente referenciada enquanto aqueles que a constroem diariamente forem tratados com desrespeito ou tiverem sua dedicação colocada em dúvida. Valorizar o magistério significa reconhecer que a qualidade da educação depende de profissionais respeitados, de condições dignas de trabalho, de investimento permanente em políticas públicas e do compromisso coletivo com a aprendizagem, a inclusão e a justiça social.
NOTA DE REPÚDIO ÀS FALAS DA COORDENADORA PEDAGÓGICA DA SMED
Na manhã desta terça-feira, 20 de maio, a presidenta do SPMG, Silvina Peres, participou de reunião com o prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, na condição de representante do Sindicato no Conselho Administrativo do Instituto de Saúde dos Servidores Municipais de Gravataí (Isseg), que teve como objetivo solicitar a manutenção dos aportes municipais ao Isseg para os anos de 2027 e 2028. Após a apresentação dos indicadores apresentados no relatório atuarial, o prefeito sinalizou a posibilidade de estudo para a permanência do aporte financeiro da Prefeitura.
Os dados atuariais e financeiros do Isseg têm demonstrado avanços positivos ao longo do último ano como a estabilização das despesas e a segurança financeira do Instituto. Os representantes avaliaram o encontro de forma positiva, destacando o reconhecimento da importância do Instituto para a saúde e o atendimento dos servidores municipais de Gravataí.
Também participaram do encontro o atual presidente do Isseg, Tanrac Saldanha; o ex-presidente do Instituto, Fábio Pereira; o diretor administrativo-financeiro, Ilson Américo; o assessor jurídico, Bruno Kologeski; o presidente do Conselho Administrativo do Isseg e diretor de saúde, Paulo Ricardo Bairros; além do representante dos servidores municipais no Conselho, Carlos André Kolhrausch.
O governo ainda realizará estudos junto à Secretaria da Fazenda e ao planejamento financeiro do município antes de uma definição oficial, mas a sinalização inicial foi considerada importante.
O Conselho Administrativo também destacou que o Isseg não será encerrado em dezembro de 2026. A manutenção dos aportes municipais é fundamental para garantir a continuidade dos serviços com a qualidade e a plenitude atualmente oferecidas aos servidores, além de possibilitar a ampliação de atendimentos, com a inclusão de serviços como psicoterapia, terapia ocupacional e outras especialidades. Outro ponto ressaltado é a perspectiva de redução das mensalidades pagas pelos segurados. Para os representantes presentes na reunião, o Isseg é uma importante conquista dos servidores municipais de Gravataí e deve seguir fortalecido, a serviço da categoria
CONSELHO ADMINISTRATIVO DO ISSEG AVANÇA NA CONTINUIDADE DOS APORTES DA PREFEITURA
O Decreto nº 23.868/2025 está em vigor integralmente, após o judiciário acatar o recurso do Município, revertendo a liminar que foi conquistada pelo SPMG.
O SPMG preparou este informativo completo com orientações para tirar dúvidas e evitar prejuízos funcionais e financeiros.
O Sindicato mantém ainda ação coletiva questionando diversos pontos do decreto e continuará acompanhando seus desdobramentos. Seguimos na luta em defesa dos direitos, da saúde, das condições de trabalho e da valorização das servidoras e dos servidores da educação municipal.
ATESTADOS PERÍCIAS LICENÇAS E AFASTAMENTOS POR MOTIVO DE SAÚDE
SAIBA TUDO SOBRE ATESTADOS, PERÍCIAS LICENÇAS E AFASTAMENTOS POR MOTIVO DE...
Na manhã desta sexta-feira (10/4), foi realizada uma importante formação, organizada pelo SPMG/Sindicato, sobre o ECA Digital, com a participação da promotora de Justiça Cristiane Corrales, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude (CAO/PREDUC). A atividade reuniu trabalhadoras e trabalhadores da educação para debater os impactos da nova legislação e os desafios da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Durante a formação, a promotora ressaltou que o chamado ECA Digital, instituído pela Lei nº 15.211/2025, representa um avanço significativo na garantia de direitos e na proteção integral de crianças e jovens frente aos riscos das plataformas digitais. Segundo ela, trata-se de um marco que consolida entendimentos já existentes e, ao mesmo tempo, cria instrumentos concretos para atuação.
“O ECA Digital trata de tudo o que nós já sabíamos sobre o ambiente digital e que agora temos ferramentas para agir”, afirmou.
Cristiane Corrales destacou que a legislação adota uma abordagem preventiva, antecipando riscos e responsabilizando também as empresas que operam plataformas digitais. Entre as medidas previstas estão advertências, multas, suspensão de atividades e até o cancelamento da autorização de funcionamento em casos de descumprimento das normas. Embora as sanções ainda estejam em fase de implementação, a expectativa é de que sejam aplicadas em breve pelos órgãos competentes, como a Agência Nacional de Proteção de Dados.
Outro ponto central abordado foi a promoção de um ambiente digital mais seguro, com a exigência de canais acessíveis para denúncias, remoção ágil de conteúdos ilegais e comunicação obrigatória às autoridades quando houver indícios de crime. As plataformas também deverão excluir contas irregulares e conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes.
A promotora chamou atenção ainda para uma nova exigência: conteúdos que exponham rotinas de crianças e adolescentes, especialmente em contextos que se assemelham a atividades artísticas ou de produção de conteúdo, dependerão de autorização judicial. As plataformas terão prazo para se adequar, sob pena de remoção dos materiais.
No âmbito escolar, uma das orientações práticas destacadas é que a exposição de imagens de estudantes deve ocorrer exclusivamente em páginas oficiais das instituições de ensino, respeitando critérios legais e de proteção de dados.
Cristiane Corrales também alertou para os impactos negativos do uso excessivo de dispositivos digitais. Segundo ela, já há comprovação científica de prejuízos ao desenvolvimento neurológico, à visão e a outras funções do corpo, o que reforça a necessidade de regulamentação e limites — assim como já ocorreu em outros temas que envolvem riscos à saúde pública.
A promotora enfatizou ainda a importância do diálogo com famílias e estudantes para construir uma compreensão coletiva de que a supervisão do acesso ao ambiente digital não se trata de censura, mas de proteção. “Há idade para tudo na vida”, destacou, ao defender o uso responsável e adequado das tecnologias.
Por fim, Corrales afirmou que a implementação do ECA Digital será um processo contínuo, que ainda demandará novas normatizações e ajustes, e reforçou a necessidade de recolocar a educação como prioridade no estado.
A formação reafirma o papel da escola e das instituições públicas na construção de um ambiente mais seguro, ético e responsável para crianças e adolescentes também no mundo digital. Foi importante também para que os profissionais da escola tenham entendimento sobre as implicações e restrições de uso de imagens dos alunos no registro das atividades desenvolvidas na escola.
#SPMGnaLuta
FORMAÇÃO SOBRE ECA DIGITAL PARA PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO...
Na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, a Assembleia Geral do Sindicato dos Professores Municipais de Gravataí (SPMG) aprovou por unanimidade as propostas do Sindicato frente aos ataques da Secretaria Municipal de Educação (SMED). A pauta de reivindicações da data-base 2026, discutida nas escolas e aprovada pelo Conselho Geral, também referendada pela Assembleia, por unanimidade.
👍 PONTOS DELIBERADOS NA ASSEMBLEIA:
>> SPMG entrará com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), denunciando a votação da Emenda 01/2025, que não respeitou o rito de votação, 10 dias entre a primeira e a segunda votação, conforme determinado em Lei.
>> Divulgação de manifesto político pelo retorno imediato do Difícil Acesso. O Sindicato entrou com ação judicial, que ainda está tramitando e aguarda julgamento.
>> Licença-prêmio: o jurídico do SPMG prepara ação contra a falta de isonomia do pagamento em pecúnia, que prejudica somente as trabalhadoras e trabalhadores em educação com deságio de 50% no pagamento em pecúnia. Mas a orientação é para que as/os colegas cumpram o determinado no Decreto nº 24.085/2026 (regulamentando a Lei Municipal nº 5020/2025), fazendo pedido com cronograma em gozo juntamente com o pedido em pecúnia, para não correrem o risco de perder o direito.
>> O SPMG também questionará judicialmente a Lei Municipal nº 5005/2025, que alterou as progressões vertical e horizontal, assim como os Decretos nº 23.866 e 23867/2025, que regulamentam as progressões funcionais e as avaliações de desempenho. A SMED está impondo sistema de meritocracia sem que o tema esteja regulamentado no país.
>> A hora planejamento para professores do berçário, que não é respeitada pela SMED, mesmo após ter sido oficiada pelo Sindicato para que a Lei fosse cumprida, será reivindicada em ação judicial coletiva, que será protocolada pelo SPMG, e em ações individuais, para obtenção do direito de forma retroativa até os últimos 5 anos.
>> Hora planejamento presencial nas escolas: diante da exigência da SMED e da completa falta de condições para a realização (sem internet, sem sala e até sem mesa), será elaborado um manifesto reivindicando a suspensão imediata da determinação de cumprimento da parte da hora planejamento de forma presencial nas escolas.
>> Protocolo de enfrentamento ao assédio moral: o SPMG divulgará um formulário base para apresentação, por parte das/dos colegas, de denúncias. Este documento será recebido e mantido em sigilo, com acesso somente pelos dirigentes (02) do Sindicato, para coleta de informações e encaminhamento da melhor forma de proteção. O SPMG também encaminhará à Procuradoria Geral do Município, a solicitação de normatização para o combate e punição do assédio moral no serviço público e rede municipal de ensino. Também manterá diálogo e articulação com o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho, o Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da Prefeitura e com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST).
>> Manifesto político exigindo a revogação do artigo 38 do Decreto nº 24.134/2026, que impõe restrições abusivas às vestimentas durante o expediente nas repartições públicas e fora delas.
👥 PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA DATA-BASE 2026
A Assembleia Geral também referendou a Pauta de Reivindicações da Data-base 2026, que foi elaborada a partir da discussão nas escolas e aprovada no Conselho Geral. A luta é pelo reconhecimento e recomposição das perdas inflacionárias acumuladas, que já chegam a 25,20%, além da atualização dos salários conforme o Piso Salarial Nacional Do Magistério (PSNM), com o pagamento do ajuste de 1,17%, referente à diferença entre o índice inflacionário aplicado em janeiro e o percentual definido para o PSNM.
A pauta também reivindica a concessão de vale-refeição no valor de R$ 27,00 por dia, a garantia de no mínimo 1/3 de hora-atividade, o pagamento de gratificação de regência inclusive nas horas de planejamento, a criação de possibilidades de ascensão na carreira para funcionários de escola e a manutenção da gratificação de docência no recesso escolar.
REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO
Esta semana o Gabinete do Prefeito respondeu às diversas solicitações encaminhadas pelo SPMG e agendou reunião de negociação para segunda-feira (13/4), às 16h.
#SPMGnaLuta
PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DATA BASE 2026
✊ ASSEMBLEIA DO SPMG DELIBERA POSICIONAMENTOS CONTRA OS DECRETOS, LUTA...
Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (05/11), o Conselho Geral de Representantes do SPMG aprovou a Pauta de Reivindicações da Data-base 2025/2026 das trabalhadoras e trabalhadores em educação. O documento será finalizado pelo Sindicato com as inclusões apresentadas pelas escolas e protocolado junto ao gabinete do Prefeito, pedindo a abertura da mesa de negociação.
Também aconteceram informes sobre a repercussão da aprovação da Emenda 01 à Lei Orgânica Municipal, aprovada pelos vereadores da base do governo e já sancionada pelo prefeito.
NÃO É SELEÇÃO, É INDICAÇÃO
O primeiro retrocesso depois da sanção da mudança à Lei Orgânica Municipal é o fim da eleição direta para direções de escola. Mesmo após obrigar professoras e professores a partir de curso de formação, por vários meses, o prefeito encaminhou Projeto de Lei à Câmara de Vereadores, instituindo “processo de seleção”. Mas o projeto de seleção por mérito, não tem nada. Ao final só vale a indicação do prefeito. Escolas e comunidade escolar serão reféns dos indicados alinhados com os interesses políticos do prefeito.
Um grande retrocesso para uma rede municipal de ensino que contava com gestão democrática como forma de resistir e superar os desafios da educação pública. Além de sucateadas, sem um projeto pedagógico coerente conduzido pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), sem recursos humanos e com profissionais desvalorizados, agora as escolas serão tuteladas pelo prefeito.
RESISTÊNCIA E LUTA
Foi através da luta e mobilização do SPMG Sindicato que as maiores conquistas da Educação e das servidoras e servidores públicos aconteceram.
A entidade sindical continuará ao lado das trabalhadoras e trabalhadores da educação, fazendo a luta e a resistência, sempre em diálogo nas instância de deliberação do Sindicato.
Entre os encaminhamentos da reunião, também foi definida a elaboração de informativo à comunidade escolar e vídeo de formação sobre a conjuntura enfrentada nas escolas.
#SPMGnaLuta
APROVADA A PAUTA DA DATA-BASE 2025/2026
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG) manifesta seu mais profundo repúdio à violência protagonizada pela Guarda Municipal de Porto Alegre, a mando da presidenta da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, vereadora Comandante Nádia (PL), durante a sessão desta quarta-feira (15).
Em um ato de completa inversão de valores democráticos, a mesma vereadora que foi apoiadora dos atos golpistas e de vandalismo do 8 de janeiro de 2023 agora manda reprimir violentamente o povo que apenas buscava exercer o direito legítimo de acompanhar uma sessão pública do Poder Legislativo. Ironia trágica de quem defendeu a destruição da democracia e, hoje, a ataca de dentro das instituições.
O uso de balas de borracha e spray de pimenta dentro da Casa do Povo é inaceitável e vergonhoso. Lamentamos profundamente todas as pessoas feridas, entre elas trabalhadoras e trabalhadores municipários, vereadoras e vereadores e integrantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), que também foram vítimas da truculência.
O povo tem o direito constitucional de acompanhar o trabalho do Poder Legislativo e de participar das decisões que afetam sua vida. Se a Câmara não comporta o número de pessoas interessadas, cabe à Presidência garantir condições para que todas e todos possam assistir às sessões, com visibilidade e segurança — não com gás e tiros.
A Constituição Federal, em seu artigo 1º, parágrafo único, assegura:
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”
Cada vereador e vereadora está ali para representar o povo e servir ao interesse público, jamais para agir contra ele. A cena vista em Porto Alegre é um atentado à democracia e coloca a capital do Rio Grande do Sul nas manchetes nacionais como uma cidade que não tolera a participação popular.
O SPMG expressa solidariedade irrestrita ao SIMPA, às trabalhadoras e trabalhadores municipários de Porto Alegre e às vereadoras e vereadores agredidos.
Seguiremos firmes na defesa do diálogo e da democracia, contra toda forma de autoritarismo e violência institucional.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí – SPMG
Em defesa da democracia, do serviço público e do direito de todas e todos participarem das decisões que constroem a cidade.
NOTA DE REPÚDIO – VIOLÊNCIA E AUTORITARISMO NA CÂMARA DE PORTO...
Na tarde desta terça-feira (07/10), a direção do SPMG/Sindicato participou de reunião com a deputada estadual, Patrícia Alba (MDB), para apresentar o Projeto de Emenda 01/2025 à Lei Orgânica Municipal, encaminhado pelo prefeito e que está em tramitação na Câmara de Vereadores. Após expor o estudo feito pelo Sindicato, que aponta as repercussões negativas na defesa do meio ambiente, nos serviços municipais e nos direitos das servidoras e servidores, os dirigentes pediram o apoio da deputada para que a bancada do MDB no Legislativo Municipal vote de forma unânime pela rejeição da Emenda 01.
Na quinta-feira (09/10), às 16h, o SPMG participará de reunião com o deputado estadual, Dimas Costa (PSD). A agenda solicitada pelo Sindicato foi confirmada pelo parlamentar.
O Projeto de Emenda 01 abre as portas para a precarização total do serviço público municipal. As alterações fragilizam o Regime Jurídico Único, retirando garantias históricas e permitindo que, no futuro, direitos possam ser eliminados apenas com maioria simples da Câmara e em regime de urgência. O mesmo acontece com a Lei do Meio Ambiente, que poderá ser alterada com menos debate, menos transparência e mais sujeita aos interesses da especulação imobiliária.
De forma direta, a Emenda 01 acaba com:
👉 A eleição direta para direções de escola.
👉 O caráter de área de preservação ambiental Província de São Pedro.
👉 As conquistas como promoção trienal e licenças para desempenho de mandato classista, para tratar de interesse particular, de prêmio assiduidade e por motivo de doença em pessoa da família (LAF).
👉 A participação patronal na assistência médica, hospitalar, farmacêutica, odontológica e social aos servidores e seus dependentes, garantida até hoje pela Lei Orgânica.
Participaram da agenda os integrantes da direção do SPMG: Celomar Rodrigues da Silveira, Carla Borges, Dalva Gomes Aguiar, Marlí Thomassim Medeiros, Liane Muller e Giovanna Lenzi.
#SPMGnaLuta 💪

SPMG BUSCA APOIO DE DEPUTADOS DE GRAVATAÍ CONTRA A EMENDA 01
Neste domingo (05/10), as trabalhadoras e trabalhadores em educação, mobilizados pelo SPMG Sindicato, juntamente com servidoras e servidores da Prefeitura realizaram caminhada e panfletagem no Parcão da 79, durante a Rua Aberta, contra o Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 01/2025, encaminhado pelo Governo Municipal à Câmara de Vereadores.
A tarde foi de diálogo com a população para alertar: toda a cidade está em risco se os vereadores e vereadoras aprovarem as mudanças que estão na Emenda 01. As alterações que estão em questão retiram garantias sociais, no serviço público, no meio ambiente e na organização urbana de Gravataí.
🤔 Não é só sobre o funcionalismo, é sobre o futuro da cidade ❗
Foto capa: Leonardo Kerschner
#NenhumDireitoAMenos
#RetiraZaffalon
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